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Programa Alma Feminina

Laércio Oliveira destinará recursos para construção da Casa da Mulher em Sergipe

Na semana em que se comemora os 13 anos da Lei Maria da Penha, a juíza Coordenadora da Mulher do Tribunal de Justiça de Sergipe – TJSE -, Rosa Geane Nascimento, esteve no gabinete do deputado federal Laércio Oliveira para solicitar recursos de emenda parlamentar para a construção em Sergipe da Casa da Mulher Brasileira.

A delegada Daniele Garcia, que atualmente atua na Diretoria de Ensino e Estatística da Senasp, no Ministério da Justiça, também participou da reunião e considerou a iniciativa muito importante, em função do grande número de casos de violência contra a mulher.

A Casa da Mulher Brasileira será um espaço de acolhimento e atendimento humanizado e tem por objetivo geral prestar assistência integral e humanizada às mulheres em situação de violência, facilitando o acesso destas aos serviços especializados e garantindo condições para o enfrentamento da violência, o empoderamento e a autonomia econômica das usuárias.

A Casa vai atuar em parceria com serviços especializados da rede de atendimento como a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher/DEAM, Centro de Referência de Atendimento à Mulher, Casa Abrigo, Defensoria Especializada, Centro Judiciário da Mulher/TJDFT e Promotoria Especializada/MPDFT.

Daniele Garcia, Rosa Geane e Laércio Oliveira

“Há dois anos, aproximadamente, houve a doação de um terreno para esse fim e também algumas articulações para a criação da casa. Nós retornamos as discussões sobre esse projeto porque entendemos que é muito importante e o melhor ao atendimento à mulher vítima. A Casa da Mulher reúne todos os órgãos no mesmo local e facilita o acesso da mulher aos órgãos, equipamentos e serviços”,  argumenta Rosa Geane.

O deputado Laércio disse que vai ajudar a buscar mais recursos para a construção da casa por considerar importante que os serviços de atendimento às mulheres estejam concentrados em um só lugar. “Elas poderão receber em um mesmo local atendimento de psicólogos especializados, assistentes sociais, encaminhamentos para atendimentos na própria casa, além de estrutura que acompanha as diversas etapas pelas de atendimento nesse processo”, explica Laércio.

 

Fonte: http://jlpolitica.com.br/coluna-aparte/tce-aprova-por-unanimidade-contas-de-2014-do-prefeito-valmir-de-francisquinho/notas/laercio-oliveira-destinara-recursos-para-construcao-da-casa-da-mulher-em-sergipe

Modelo brasileira com síndrome de Down é capa de revista australiana

A modelo brasileira Georgia Furlan Traebert foi capa na edição do mês de julho de uma revista na Austrália. Essa é a conquista mais recente da catarinense de 15 anos que tem síndrome de Down e já foi finalista de um concurso de influenciadores digitais na Europa.

A adolescente, que já tem mais de 131 mil seguidores no Instagram, foi capa da recém-lançada revista “Katwalk Kids Fashion Magazine”, que promove a inclusão e a diversidade na indústria da moda infantil.

“Fiquei feliz e muito honrada com esse convite para ser capa da revista. Adorei o resultado final. Fez muito sucesso na escola”, afirmou Georgia ao G1.

‘Quero fazer uma novela’

Georgia, que está no nono ano, é uma adolescente falante e desenvolta.

“Desde pequena, gosto de ser fotografada, gosto de roupa chique e fashion. Adoro maquiagem. Também gosto muito do mundo artístico, de cantar, de atuar”, disse a adolescente, que recentemente se mudou para Florianópolis, em Santa Catarina.

Muito ativa, além de ir à escola, ela fez aula de patinação artística, canto e teatro. Georgia também já participou de duas peças. E pretende ir mais longe: quer ser atriz profissional.

“Quero fazer uma novela aqui no Brasil e uma capa de revista aqui também. Só estou esperando o convite”, afirmou.

A mãe conta que “ela adora o palco”. “Ela fica super tranquila. Eu é que tenho que segurá-la”.

“Minha mãe é que fica nervosa”, interrompe Georgia, dando risada da mãe.

Por acaso

Rubia, que chegou a ser finalista do Miss Mundo Santa Catarina, conta que a carreira de Georgia começou por acaso, em 2012, depois que ela que postou fotos nas redes sociais.

“Observei que tudo o que ela fazia ela fazia muito bem feito. Sentia que ela ficava muito bem na frente das câmeras. Até, então, via várias pessoas com síndrome de Down em subempregos e me perguntava: ‘Por que não uma modelo com Down?’ ”

Aos poucos, as postagens com mensagens motivacionais foram atraindo seguidores mesmo fora do país, com perfis bem variados. “Tem um público que tem síndrome de Down ou de familiares, mas tem muita gente de fora e modelos que gostam do trabalho dela”, conta a mãe.

Em 2015, Georgia participou de um desfile e foi contratada por cinco agências de modelos. A adolescente já deu entrevistas para os tabloides britânicos “The Sun” e “Daily Mail”. “É incrível como as matérias com ela foram bem na internet”, conta mãe.

Em maio deste ano, Georgia foi finalista do prêmio Global Social Awards, que reuniu influencers de todo o mundo em Praga, na República Tcheca. Na categoria “Rising Star” em que ela concorreu, ela era a única brasileira.

Embora não tenha levado o prêmio, ela se mostrou encantada com a experiência. Ela encontrou Madeline Stuart, uma modelo australiana que também tem síndrome de Down e concorria em uma outra categoria.

“Adorei [participar do evento]. Foi uma experiência incrível. As pessoas quiseram tirar foto comigo, pediram autógrafos no aeroporto, até no avião.”

‘Amo a minha vida’

Rubia conta que engravidou em Boston (EUA) e veio para Florianópolis para que uma cunhada fizesse o parto. “Ela já nasceu linda, maravilhosa, perfeita! Era muito delicada. Era nossa primeira filha. Meu marido e eu não notamos nada de diferente nela”, conta Rubia.

“Ainda não tinha 100% de certeza e ela ainda teria passar por um exame chamado cariótipo. Mas nosso mundo desabou naquele momento, porque tudo o que é desconhecido, nos causa medo. Não sabíamos como lidar com a situação”, lembra a mãe.

Rubia conta que o apoio do pai foi fundamental logo após a descoberta.

“Depois que passou o susto, meu marido me abraçou e falou que não importava o que ela tinha, que ela era fruto no nosso amor e que íamos lutar juntos. Acredito que essas palavras foram definitivas naquele momento para nos reerguermos e lutarmos pela nossa filha”, afirmou Rubia.

Os exames mostraram ainda que Georgia tinha uma cardiopatia e precisaria passar por uma cirurgia. Aos cinco meses, ela foi operada e depois disso “tudo fluiu”, segundo a mãe.

Rubia, que é jornalista de formação, decidiu parar de trabalhar para se dedicar exclusivamente aos cuidados com a filha.

“O maior estímulo da Georgia foi em casa. Eu que fazia praticamente tudo com ela. Cantava, dançava, pulava, rolava e foi tudo dando muito certo! E fomos escrevendo nossa própria história, uma história feliz!”.

“Cada vez mais, vejo que o nosso esforço está valendo a pena. A Georgia é hoje conhecida mundialmente e muitas mães falam que ela é inspiração para suas filhas. Isso nos orgulha muito.”

A adolescente reconhece o apoio que recebe dentro e fora de casa. “Meus amigos são muito queridos, são carinhosos, adoro esse lado fofo deles. Eu me inspiro na minha mãe porque ela já foi miss. Amo a minha mãe. Amo a minha vida”.

Quando perguntada se gostaria de deixar um mensagem para os internautas, Georgia não tem dúvidas: “Lutem pelos seus sonhos para vocês serem felizes”.

Ela é rabina e lésbica: "Acham que Deus é homem, com barba e não sou assim"

 

Quando a rabina Lisa Grushcow, a primeira rabina lésbica de uma grande sinagoga do Canadá, estava se preparando para a escola rabínica, ela se viu dividida: amar ou servir a Deus. Seu mundo virou de ponta-cabeça no fim dos anos 1990 quando ela estudava religião em Oxford e se apaixonou por uma mulher. Porém, sua escola não aceitava rabinos abertamente homossexuais. Ao invés de abandonar a vocação, ela optou por se juntar ao Movimento Reformista Judaico, uma área progressista da religião que aceita rabinos gays e casamentos homoafetivos.

“Me assumir me deixou mais próxima de Deus. Foi a primeira vez da minha vida que vi que ser bom em algo e trabalhar duro não era o bastante para abrir as portas. Mas abraçar meus dois lados moldou minha identidade”, conta ao “The New York Times”. Nascida em Ottawa, Lisa atribui aos pais a noção de que uma mulher é capaz de fazer qualquer coisa. Porém, ela se lembra de comentários do Torá, na infância, chamando a homossexualidade de “abismo de depravação”. “Estavam falando de mim”, diz. O que mudou sua percepção sobre a sexualidade foi seu período vivendo em Nova York. “Você não consegue andar alguns quarteirões lá sem esbarrar numa lésbica rabina!”, brinca.

Divorciada e casada novamente, Lisa já é mãe de duas filhas e espera uma terceira. Nomeada como um dos rabinos mais inspiradores da América do Norte pela publicação judaica “The Forward”, ela editou um livro seminal sobre judaísmo e sexualidade, trabalha para estreitar as relações entre judeus e islâmicos do Canadá, e aconselha judeus LGBTQ+ da América do Norte inteira. “As pessoas esperam que o rabino seja um representante de Deus, e acham que Deus é um cara de barba. Eu não sou me pareço com isso”, brinca Lisa, que acredita estar quebrando um tabu num espaço onde existem tão poucas mulheres na posição de rabina. “Ser divorciada e uma rabina lésbica e mãe aprofundou meu conhecimento da experencia humana.”

Rabbi Hara Person, rabina e executiva do “Movimento de Reforma Norte-Americano”, acredita que Lisa é uma “líder da reforma e uma rabina da era moderna”. “Ela exemplifica como uma comunidade pode abraçar a tradição e ainda se adaptar a quem somos como pessoa e comunidade”, diz. “O fato dela ser lésbica e mulher foi um problema para alguns que disseram que aquilo não os representava”, relembra o antigo presidente do templo de Lisa, Stephen Yaffe. Porém, Lisa convenceu os fiéis com sua empatia, inteligência e capacidade de se conectar com todos. Em pouco tempo, a sinagoga estava lotada, especialmente de jovens.

 

 

Fonte: https://universa.uol.com.br/noticias/redacao/2019/07/22/ela-e-rabino-e-lesbica-acham-que-deus-e-homem-com-barba-e-nao-sou-assim.htm