Policial federal suspeito de extorsão é solto Featured

Policial federal suspeito de extorsão é solto

Ele foi preso pela própria PF em junho.

O Tribunal Regional Federal da 5ª Região concedeu habeas corpus ao agente da polícia federal que foi preso pela própria instituição, suspeito de praticar crime de extorsão. A informação foi divulgada neste sábado (15).

A investigação apontou que ele teria sido contratado por um empresário para cobrar dívidas. Ele estava preso e agora responderá o processo em liberdade.

Entenda o caso

A Polícia Federal em Sergipe (PF/SE) realizou uma entrevista coletiva, no mês de junho, para detalhar uma operação que prendeu um policial da própria corporação. Ele é suspeito de ser contratado de forma ilegal por um empresário. A função do policial era cobrar dinheiro de um suposto devedor. Segundo a PF, o agente usava o cargo para fazer a cobrança, o que é caracterizado como crime de extorsão.

“A investigação começou em 2015, quando um cidadão procurou a polícia e disse que estava sendo extorquido por um possível policial federal. A Polícia Civil iniciou as investigações e flagrou o agente recebendo dinheiro da vítima”, explica o delegado da Polícia Federal, Robert Nunes Teixeira.

O policial federal não teve o nome revelado. Ele é pernambucano e está no cargo há cerca de 20 anos e há 10 trabalhava na Superintendência da Polícia Federal em Sergipe.

“Eles foram encaminhados a uma delegacia e desde então foi instaurado um inquérito policial para apurar a conduta do policial. O procedimento passou a ser administrado pela PF, após o entendimento de que ele usava o fato de ser agente da corporação para realizar a extorsão”, disse o delegado da Polícia Federal, Robert Nunes Teixeira.

Segundo o delegado do Departamento de Inteligência da Polícia Federal, o mandado de prisão preventiva foi cumprido dentro da sede da superintendência.

“Ele se apresentava com o nome de Márcio e Rogério, então é possível que outras pessoas tenham sido suas vítimas. Caso alguém tenha se sentido ameaçado deve procurar a Polícia Federal”, afirma Robert Nunes Teixeira.

Ainda de acordo o delegado, mesmo indiciado e respondendo a um processo administrativo, o policial teria continuado a prática da atividade ilícita.

A informação da Polícia Federal é que o agente nega a prática do crime. Durante a prisão também foi apreendida uma arma sem registro que estava no armário do policial.

A expectativa é que com a divulgação do caso outras vítimas possam procurar a Polícia Federal para fazer a denúncia.

Por: G1 Aracaju/SE

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