‘Estamos à espera de um milagre’, diz sergipana que está na Flórida Featured

‘Estamos à espera de um milagre’, diz sergipana que está na Flórida

Furacão Irma deve chegar com maior intensidade na madrugada deste domingo (10) nos Estados Unidos.

O mundo inteiro está com as atenções voltadas para a região que compreende as Américas Central e Norte, atingidas pela passagem dos furacões. Nos Estados Unidos, o furacão Irma - que só no Caribe já fiz 25 vítimas - deve chegar com maior intensidade no Sul da Flórida na madrugada deste domingo (10).

O G1 Sergipe conversou com um casal de sergipanos que mora em Orlando, na Flórida, há cerca de dois anos. Apesar de ser uma época em que é comum o fenômeno, desta vez a preocupação é a intensidade. “A categoria desse furacão é cinco, o maior nível que pode chegar. Estamos nos preparando, aguardando o alarme da chegada dele. Já compramos água, comida, lanternas, carregadores de celular extra, porque corremos o risco de ficar até uma semana sem luz, sem água”, conta Flaviane Barros.

"Já compramos água, comida, lanternas, carregadores de celular extra, porque corremos o risco de ficar até uma semana sem luz, sem água" - Flaviane Barros

Segundo a sergipana, Orlando parou por causa do furacão e muita gente têm deixado a cidade indo para outras regiões dos Estados Unidos, na tentativa de fugir da destruição que Irma pode causar no estado onde vivem cerca de 300 mil brasileiros. “Essa notícia veio como uma bomba. Estamos na verdade a espera de um milagre”, desabafa.

O esposo dela, o professor Tadeu Ramos disse que não tem como deixar a cidade, porque muitas rodovias estão interditadas e nas áreas de escapa não existem mais abrigos. “Estou um pouco assustado, mas seja o que Deus quiser. Orem aí, pois acredito que Deus é que controla tudo. Se a América vai passar por essa situação, que vai ser destrutiva, que Deus tenha misericórdia de nós”, revela.

O analista de sistemas Cezar Ayran também é sergipano e vive na Flórida há sete meses na cidade de Coconut Creek, leste da Flórida. Quando conversou com nossa equipe estava em Boca Raton, Sul da Flórida, a uma hora de Miami. Ele contou que tinha deixado a cidade por questão de segurança.

“Ao meio dia de sexta-feira (8), eles cortaram a água. Estou na casa de amigos pastores, que residem em casas mais resistentes e o clima é de tensão. É difícil achar combustível, comida para estocar. Estocamos o máximo que pudemos. Também sacamos dinheiro, porque as chances de faltar energia são grandes. A gente está confiando muito em Deus e pede que se desfaça e não atinja nossa região”, explicou.

Quem também está com ele é uma sergipana que estava fazendo turismo na Flórida é Camila Carnavale. “É a primeira vez que passo por uma situação assim. É coisa que só tinha visto em filmes. O governo tem dado muito apoio, o que nos dá uma sensação de proteção e é muito bom porque nos deixa mais calmos. Aqui eles levam muito a sério a questão da segurança das pessoas”, conta.

Por Anderson Barbosa, G1 SE (Foto: Tadeu Ramos)

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