Incêndio florestal se alastra e mata ao menos 19 pessoas em Portugal

Incêndio florestal se alastra e mata ao menos 19 pessoas em Portugal
Vítimas morreram carbonizadas ou asfixiadas em Pedrógão Grande; 21 estão feridos
Imagens mostram cenário infernal em estrada portuguesa - Reprodução
Explosão atingiu o Centro Comercial Andino, Norte de Bogotá Foto: Reprodução Explosão em centro comercial mata mulher e deixa 11 feridos em Bogotá 17/06/2017 21:12 
O presidente Juan Manuel Santos cumprimenta membros das Farc na zona de transição em La Carmelita, no departamento de Putumayo
LISBOA - Um grande incêndio florestal deixou ao menos 19 mortos e 21 feridos no centro de Portugal neste sábado, segundo o secretário de estado de Administração do país. Há ainda dois desaparecidos. A maior parte das vítimas passava de carro na estrada que liga Figueiró dos Vinhos a Castanheira de Pera quando foi surpreendida e morreu carbonizada.
De acordo com autoridades, o incêndio começou por volta das 14h de sábado.
— Temos a confirmação de 19 mortos, todos civis. Três faleceram por inalação de fumaça e 16 calcinados em seus carros quando foram cercados pelas chamas na estrada entre Figueiro dos Vinhos e Castanheira de Pêra — disse o Secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes. — O incêndio se estendeu de uma forma que não tem explicação absolutamente nenhuma.
Incêndio avançou sobre áreas habitadas - Reprodução
Dentre as pessoas feridas pelo incêndio estão bombeiros, segundo o presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, Jaime Marta Soares.
Dez dos feridos estão em estado grave, e duas ainda estariam desaparecidas na área de Pedrógão Grande, no distrito de Leiria (centro do país).
— Estas ainda carecem de confirmação — explicou Jorge Gomes.
O premier António Costa e o presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, se dirigiam ao local na noite de sábado.
O presidente da Câmara Municipal de Pedrógão Grande, Valdemar Alves, disse mais cedo que havia aldeias "em muito perigo, completamente cercadas". Moradores de zonas mais remotas foram aconselhados a abandonar suas casas.
Segundo a imprensa portuguesa, o incêndio se alastrou para a região de Figueiró dos Vinhos, e diversos carros de bombeiros teriam sido destruídos pelo fogo.
O diário "Público" destacou que este seria um dos mais mortais incêndios florestais de Portugal nas últimas décadas. Em 1966, um incêndio em Sintra matou 25 militares que combatiam o fogo — que durou sete dias.
O GLOBO
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