15 pessoas foram vítimas de estelionatários em sites de vendas durante a pandemia

15 pessoas foram vítimas de estelionatários em sites de vendas durante a pandemia

Nesta quinta-feira (27), o Departamento de Crimes contra o Patrimônio (Depatri) da Polícia Civil de Sergipe informou que cresceu o número de o ocorrências relacionadas a golpes através de anúncios virtuais, durante a pandemia. Pelo menos 15 vítimas procuraram o Departamento para registrar um boletim de ocorrência.

A polícia explicou que o golpista observa um anúncio real de venda de veículo na internet e a partir daí usa artimanhas para enganar o vendedor e um possível comprador daquele bem anunciado. A quadrilha de estelionatários usa um chip com número de telefone de Sergipe, mas pode ser de qualquer parte do Brasil.

“O golpe é muito simples. Ele observa um anúncio no site de venda e entra em contato com o vendedor. Manifesta interesse pelo produto e pede para o vendedor retirar o anúncio do ar. Para convencê-lo, ele conta uma história cobertura envolvendo uma dívida com um sócio e pede que assim que ele for procurado pelo sócio não revele por quando está vendendo o veículo, entre outras mentiras”, conta a diretora do Depatri, delegada Viviane Pessoa.

De acordo com a polícia, o golpista pegar o anúncio real – que foi tirado do ar – e faz um novo anúncio na mesma plataforma de vendas, com um preço abaixo do valor de mercado.

“Será o comprador o tal sócio que vai procurar o vendedor do anúncio que foi tirado do ar. Ambos alertados pelo golpista não falam nada sobre preços e questões básicas de segurança que uma transação desse porte deve exigir dos interessados”, completou.

Em seguida, o comprador faz um depósito na conta indicada pelo golpista que lhe passa um comprovante de depósito falso, sob alegação de que o dinheiro entra em no máximo duas horas. Tempo que o vendedor e o comprador realizam a transferência legal do veículo em um cartório. E o dinheiro nunca chega nas mãos de quem realmente deveria.

A diretora conta que o jogo do golpista pode ser facilmente notado se observarem regras simples de segurança: desconfiar do preço; cuidados com histórias secretas de que não deve ser revelado ao comprador e a qualquer interessado, sobretudo, quando ele pede para não falar de valores com uma das partes; atentar sempre se a conta que receberá o depósito está localizada no Estado de Sergipe; outro ponto jamais a descartar é saber se a pessoa que está indo ao cartório não quer se fazer presente ou se está mandando terceiros para representá-lo.

Para o Depatri, este não se trata apenas de um estelionatário, mas uma quadrilha que está agindo em todo o Brasil. Casos suspeitos envolvendo esse tipo de crime deve ser denunciado pelo Disque-Denúncia 181. O sigilo é absoluto.

Por G1 SE

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