A pandemia, o lixo das eleições e a poluição ambiental em Sergipe

A pandemia, o lixo das eleições e a poluição ambiental em Sergipe

Resíduos deixados nas ruas e praças do país nos faz pensar na responsabilidade ambiental dos partidos e de cada candidatado.

Em Sergipe a pandemia, o lixo das eleições e a poluição se alastram todos os dias de campanhas.

Candidatos e candidatas: criminosos ambientais e sua maioria irresponsáveis e desobedientes no tocante ao não cumprimento dos decretos relacionados à pandemia do coronavírus que ainda se alastra pelo Brasil.

Chegamos, então, às eleições de 2020. Centenas de candidatos e candidatas disputando a tapas e verborreicamente uma cadeira na Câmara Municipal de Vereadores e na Prefeitura.

Para eles, a lei também regula a distribuição de bandeiras, faixas e ‘santinhos’ etc.

No entanto, não é o que ocorre. Pelo contrário, vale quase tudo!

Vale, horas antes das eleições, jogar por escolas e colégios onde haverá votação, sobras dos santinhos nas calçadas, para atrair aquele eleitor ou eleitora indecisos e o pior jogam lotes de santinhos no interior das residências talvez para se livrar do trabalho o mais rápido possível.

A pessoa mais desapercebida achará um horror a quantidade de panfletos depositada indevidamente em passeio público. A pessoa mais revoltada chamará tais candidatos(as) de sujos(as) e pedirá para você não votar naqueles que poluíram a cidade.

Se o candidato é diretamente responsável por sua prestação de contas, também deveria ser responsabilizado por práticas não ecologicamente corretas. Instrumentos legais não faltam.

O art. 225 da Constituição anuncia: “todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.”

A Lei Nacional de Meio Ambiente (Lei 6.938/1981) caracteriza degradação da qualidade ambiental (poluição) atividade resultante de ação de pessoa física ou jurídica que prejudique a saúde, a segurança e o bem estar da população, criem condições adversas às atividades sociais e econômicas, afetem desfavoravelmente a biota, e, também, as condições estéticas ou sanitárias do meio ambiente.

Você não verá a equipe de candidatos(as) recolhendo a sujeirada jogada pelos passeios públicos horas antes das definidas eleições. Se eles (as) não conseguem fazer isso durante suas campanhas, imaginem no dia das eleições.

Quase 24 horas depois das eleições os santinhos continuaram espalhados pelos logradouros, degradando o meio ambiente urbano e prejudicando a saúde humana. E tudo isso fica para a equipe de limpeza urbana das cidades que tem o trabalho dobrado por conta dessa sujeira.

Que os partidos políticos, nas próximas eleições porque essa não tem mais jeito, sejam também obrigados a apresentar os seus planos de gerenciamento de resíduos, com isso prevenindo episódios lamentáveis de poluição ambiental e danos a terceiros como os vistos nessas campanhas.

Eleições e pandemia combinam?

Obviamente que sim, mais o problema está nos candidatos (as) que buscam a todo o preço o voto do eleitor sem seguir as orientações que todos já estão cansados de saber.

Assim que os candidatos oficializaram suas candidaturas foram para as ruas e pouco menos de uma semana já era possível notar material de campanha espalhados pelas ruas das cidades e os barulhos ensurdecedores dos carros de sons que passam a cada hora nas ruas sem respeitar idosos, crianças e até o próprio horário regulamentado pela legislação.

Quando o assunto é pandemia os candidatos descumprem todas as medidas como abraçar os eleitores sem máscara, sem qualquer distanciamento social e fazendo aglomerações por toda a parte e o uso do álcool já foi ignorado.

Nas feiras livres dos municípios é possível observar tamanha irresponsabilidade que coloca a saúde do povo em risco.

Carreatas não tem aglomeração?

Pode até não ter no percurso mais nas concentrações e chegadas os candidatos e eleitores fazem farra de abraços e até beijar agora pode.

Em Sergipe a maioria da população e os governantes já não estão mais preocupados com essa tal de pandemia e é claro que o eleitor tem que fazer a sua parte cuidando de sua saúde e protegendo as dos outros.

No interior não há quem fiscalize toda essa contradição e sujeira politica e os candidatos (as) aproveitam e fazem aglomerações por toda a parte. Seja pelas ruas ou nas reuniões internas eles (as) não obedece qualquer orientação e até praticam crimes absurdos contra a saúde.

Logo pela manhã ou já no anoitecer os candidatos e suas equipes saem de porta em porta fazendo o tal do corpo a corpo e soltando fogos para avisar que estão chegando para pedir o seu voto.

Por fim, o certo é que cada cidadão brasileiro faça sua parte e evite aglomerações. Mantenha do distanciamento social e se for tocas nas mãos use álcool em gel, beijos e abraços deixem para um outro momento.

Por: Washington Reis I Sergipe Repórter

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