Sergipe Repórter

Bolsonaro defende política ambiental do Brasil e ‘tratamento precoce’ contra Covid-19 em discurso na ONU

Durante discurso na abertura da 76ª Assembleia-Geral da ONU em Nova York nesta terça-feira, 21, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou que o Brasil é referência em preservação ambiental. Ele também defendeu o chamado “tratamento precoce” contra a Covid-19, que não possui comprovação científica.

Em seu discurso o presidente abordou temas como o agronegócio brasileiro, o meio ambiente e as ações do governo federal no combate à pandemia.

Ao mencionar o combate à Covid-19, Bolsonaro destacou a campanha de vacinação brasileira e afirmou que o governo federal distribuiu mais de 260 milhões de doses de vacinas e “mais de 140 milhões de brasileiros já receberam, pelo menos, a primeira dose, o que representa quase 90% da população adulta”.

No púlpito da ONU, Bolsonaro também se posicionou contrário à adoção do passaporte de vacina.

“Apoiamos a vacinação, contudo o nosso governo tem se posicionado contrário ao passaporte sanitário ou a qualquer obrigação relacionada a vacina”, disse.

Ao mencionar o ‘tratamento precoce’, o presidente disse defender “a autonomia do médico”. “Eu mesmo fui um desses que fez tratamento inicial. Respeitamos a relação médico-paciente na decisão da medicação a ser utilizada e no seu uso off-label.”

Diante de outras nações presentes na Assembleia-Geral, Bolsonaro afirmou ainda não entender “porque muitos países, juntamente com grande parte da mídia, se colocaram contra o tratamento inicial”. “A história e a ciência saberão responsabilizar a todos”, disse.

Citando o Brasil como referência em preservação ambiental, o presidente afirmou que “nenhum país do mundo possui uma legislação ambiental tão completa quanto a nossa”.

O presidente brasileiro citou percentuais de preservação de biomas e afirmou que quer acelerar a discussão sobre o chamado “mercado de carbono”, em que países mais industrializados comprariam “créditos de carbono” de outras nações, para compensar as suas emissões.

Fonte: CNN Brasil

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