Sergipe Repórter

Estância: Clientes de agência bancária ficam na chuva para serem atendidos

Clientes aguardam atendimento na CEF no meio da rua e debaixo de chuva.

É muito revoltante, triste e ao mesmo tempo humilhante, pessoas saírem de madrugada de casa e de muito longe, para serem atendidas na Caixa Econômica Federal, agência de Estância, e lamentavelmente não serem bem tratadas, ficam horas em pé no meio da rua, sem a Lei dos 15 Minutos funcionar.

Com as fortes chuvas que caem em Estância, idosos, pais e mães de famílias, chegam de várias partes da região e até do interior da Bahia e têm que ficar na fila, sem ter uma cadeira para sentar, sem beber água e sem utilizar de um sanitário.

A reportagem da Tribuna Cultural, mostrou um vídeo antes do carnaval, sobre essa situação, e até o presente momento as autoridades do município não tomaram as devidas providências. Nem mesmo a prefeitura de Estância abriu o sanitário público, que existe próximo a agência bancária, para suprir as necessidades fisiológicas dessas pessoas.

Entrevistada pela Tribuna, a senhora Elenice Santos, 43, que saiu de casa por volta das 7h30, para resolver um dinheiro do seguro que está pendente, disse que mora no povoado Lagoa Redonda, município de Itaporanga D’ Ajuda. Foi perguntado a esta senhora sobre a utilização de um sanitário, ela respondeu que fica apertada. Fato lamentável que está acontecendo na cidade de Estância.

Já o senhor Fernandes, 78 anos, doente e operado, saiu de casa por volta das 7h, ficou em pé o tempo todo segurando um guarda-chuva e que já passava das 9h, para ele resolver sua aposentadoria.

“Eu peço aos homens e a Deus, que consertem o que está errado”, disse o idoso.

O senhor João Maurício, morador de um lugar por nome de Ilha da Ostra, município de Conde/BA, chegou em Estância às 6h45, para desbloquear o cartão e estava em pé, debaixo de chuva aguardando receber uma senha para ser atendido.

“Tô esperando a boa vontade dos outros”, disse.

A dona de casa por nome de Sandra, veio de Boquim às 7h30, para resolver um contrato habitacional, disse que tem conhecimento da Lei dos 15 Minutos, mas que não está sendo aplicada.

“É muito triste um país com muitas leis, mas que não são cumpridas”, destacou.

Por Magno de Jesus I Redação Tribuna Cultural

Related Articles

Posso ajudar?