Sergipe Repórter

Há 27 anos Surgia o forródromo do município de Estância

O registro dessa praça de festejos juninos foi transcrito na época pela Folha de São Paulo, Caderno de Turismo nesse mesmo ano.

A maioria das festividades juninas da cidade de Estância antes era nas ruas e nos bairros do município. O buscapé e o barco de fogo eram soltos em qualquer parte da cidade. As inúmeras reclamações eram constantes, dando conta que ninguém podia armar um arraial ou queimar uma fogueira na rua, que o buscapé acabava com tudo. E que também o turista não podia presenciar a corrida de barco porque o buscapé era solto em qualquer lugar. Mas era isso que fazia o São João de Estância diferente dos outros.

Foi através dessas observações e reclamações que as autoridades estaduais ouviram o clamou dos brincantes do São João de Estância, e o governador João Alves Filho presentou o povo estanciano com a construção e inauguração do Forródromo, no dia 23 de junho de 1994.

O palco era de alvenaria, em 2013 foi demolido

O registro dessa praça de festejos juninos foi transcrito na época pela Folha de São Paulo, Caderno de Turismo nesse mesmo ano.

O jornal Gazeta de Estância, que pertencia ao prefeito da época, Nivaldo Silva Carvalho (PFL), também noticiou esta inauguração, transcrevendo da Agência Folha, em Aracaju, escrito pelo jornalista Eugênio Nascimento.

Dizia assim a reportagem:

O toque do xaxado, do baião e do xote nas emissoras de rádio de Estância (68 Km ao sul de Sergipe) já anuncia a chegada do período junino.

Mas a cidade viveu um clima de expectativa. É que no dia 23 ela inaugurou o maior “Forródromo” do Estado, com 60 mil m² – o equivalente a quatro quintos da área do estádio de futebol Maracanã.

O “Forródromo” de Estância é maior que o de Areia Branca (50 mil m²). As duas cidades, junto com Aracaju, realizam as três maiores festas juninas do Estado.

Multidão lotava o espaço de festas juninas

A cada ano, o Estado registra um crescimento no número de turistas durante o período das festas juninas. Segundo estimativa da Emsetur (Empresa Sergipana de Turismo), dos 250 mil turistas que visitarão Sergipe em junho, 120 mil participarão das festas.

ESTÂNCIA

Além do “Forródromo”, as grandes atrações de Estância são os barcos de fogos de artifício (a previsão é que 45 toneladas de fogos sejam queimados este ano) e as “guerras de espadas”.

Como a “guerra de espadas” (busca-pés que não explodem, mas queimam) é considerada muito perigosa, a cidade construiu um “Fogodromo” (área com telas de aço onde serão feitas exibições), que também inaugurou no dia 23.

“Nos anos anteriores, a guerra de “espadas” acontecia em uma praça no centro da cidade, já não há mais riscos”, diz o prefeito de Estância, Nivaldo Silva Carvalho (PFL). O Fogódromo tem arquibancadas para o público.

Fogódromo com tela de ferro, protege os assistentes

Os moradores de Estância participam de três concursos juninos: decoração de ruas, rua mais animada e melhor comida típica.

O milho é a base da preparação de diversos pratos. Também, nesta época, se consomem muitos amendoins, laranjas e licores, vendidos em bares e barracas.

O FORRÓDROMO ATUAL

Depois da inauguração já ocorreram algumas ampliações nesse espaço de festa junina. O Forródromo era chamado de Centro de Atrações Juninas Governador João Alves Filho, devido a proibição de nomes de pessoas vivas em espaço público, em 2014, um projeto de lei municipal, de autoria do vereador José Domingos Machado, mudou, e agora se chama Centro de Atrações Juninas Rogério Cardoso, uma homenagem prestada ao cantor e compositor estanciano Antônio Rogério Cardoso.

Com a morte quase do ex-governador João Alves Filho (20/11/2020, em Brasília), o homem que construiu o Forródromo de Estância, será que há possibilidade dele voltar a emprestar o seu nome á este espaço de festas? As autoridades do município de Estância deveriam fazer uma lei, para o Forródromo pudesse acolher os dois nomes. Afinal de contas, o cantor e compositor de saudosa  memória, Rogério Cardoso também merece esse reconhecimento.

Forródromo atual

Infelizmente o Forródromo encontra-se sem cuidados, o mato invade alguns espaços desse patrimônio público. Tudo por falta de zelo e pela necessidade de uma gerência, que já deveria ter para cuidador desse centro. Em 2013, o palco, que era de alvenaria, foi demolido na gestão do prefeito Carlos Magno.

Redação Tribuna Cultural

Por Magno de Jesus

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