Sergipe Repórter

IFS inicia montagem de 22 usinas fotovoltaicas em seis campi

Previsão é que o parque solar entre em funcionamento em junho de 2021

O Instituto Federal de Sergipe (IFS) iniciou a montagem estrutural de 22 usinas fotovoltaicas em seis dos seus nove campi com o objetivo de produzir energia limpa, reduzir gastos públicos e contribuir com o meio ambiente. Estão sendo investidos R$ 1.605.235,28 e a previsão é que o parque solar esteja em pleno funcionamento a partir de junho de 2021. A economia anual deve chegar a R$ 288.000,00, o que corresponde a 33% de redução da conta de luz.

As usinas são compostas de placas fotovoltaicas, equipamentos estruturais de sustentação, cabos condutores, inversores fotovoltaicos, quadros de distribuição e vão gerar em torno de 2.073 kWh/mês (quilowatt hora). A montagem está ocorrendo nos telhados dos campi Aracaju, São Cristóvão, Socorro, Estância, Itabaiana e Tobias Barreto. O Campus Estância contará com o maior número de usinas (6) por ter implantado o primeiro curso Técnico em Sistemas de Energias Renováveis do estado, em novembro de 2019.  

Esse empreendimento vai ser fundamental para a consolidação do curso recém-criado, coordenado pelo professor Roberto Macena, e para o desenvolvimento da área de energias renováveis no IFS.

“Ter essas usinas em funcionamento no campus vai permitir a capacitação de nossos estudantes de forma mais completa, pois será possível utilizar equipamentos específicos para sistemas fotovoltaicos em um ambiente de produção de energia onde poderemos propor soluções para o melhor aproveitamento dos sistemas”, explicou.

Os recursos para a instalação do complexo de usinas solares são oriundos de projeto aprovado pelo IFS junto ao Ministério da Educação (MEC), que liberou R$ 60 milhões para a aquisição e instalação de 852 usinas fotovoltaicas em 38 institutos federais, dois centros de educação tecnológica (Cefet) e mais o Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro. A perspectiva do MEC é economizar anualmente R$ 17,7 milhões e redirecionar esse valor para as áreas de ensino, pesquisa e extensão.

Expansão da área de energias renováveis

Segundo o diretor de Planejamento, Obras e Projetos, professor Marcus Alexandre Noronha de Brito, o IFS tem como meta aproveitar sua capacidade de área de insolação para a expansão da geração de energia solar.

“Esse projeto possui uma importância ímpar para instituto devido à responsabilidade sustentável e administrativa que carrega. Sustentável, pois passamos de fato a contribuir com o ajuste da matriz energética nacional implantando em nossas unidades um consumo de energia limpa e renovável, e administrativa, pois teremos uma redução significativa nos gastos energéticos”, ressaltou.

Já foram iniciadas as instalações das placas solares dos campi São Cristóvão e Aracaju, que vão contar, cada um, com três usinas, assim como os demais – exceto Socorro (4) e Estância (6). A definição do quantitativo a ser instalado observou critérios como: consumo energético, projeção de área de insolação disponível e necessidade de oferecer condições ideais de aprendizado para os alunos do curso de Energias Renováveis, berço da formação técnica dessa área no instituto.

De acordo com a reitora Ruth Sales Gama de Andrade, a gestão tem como meta ofertar num futuro próximo o curso Sistemas de Energias Renováveis em todos os campi do IFS.

“Essa é uma área estratégica e de suma importância. Há um mercado em expansão no Brasil e não há profissionais com formação adequada para atender a alta demanda. Além disso, o Brasil firmou um acordo com a Alemanha com a intenção de formar mão de obra especializada diante dos investimentos internacionais previstos para o setor”, destacou.

O que é energia fotovoltaica?

A energia fotovoltaica é considerada renovável, limpa e sustentável por ser produzida a partir do calor e da luz do sol. O processo de produção de energia solar, chamado de efeito fotovoltaico, utiliza placas solares produzidas em material semicondutor para, quando as partículas de luz solar incidirem, os elétrons do material semicondutor possam entrar em movimento e gerar eletricidade. Quanto maior a radiação solar nas placas, maior será a quantidade de energia elétrica produzida.

Fonte: Instituto Federal de Sergipe I Foto: Divulgação/Dipop

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