RIO — A juíza Viviane Vieira do Amaral Arronenzi, de 45 anos, foi morta a facadas pelo ex-marido, Paulo José Arronenzi, 52, nesta véspera de Natal, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. O crime ocorreu quando a vítima foi deixar as filhas, gêmeas de 7 anos e uma de 9, na companhia do pai. Elas presenciaram a cena. O caso ocorreu na Rua Raquel de Queiroz, local onde o agressor foi preso por guardas municipais.

Consta nos dados da Polícia Civil que o autor do crime já havia sido enquadrado na Lei Maria da Penha após denúncia de Arronenzi em setembro deste ano. Ela chegou a ter escolta com dois carros de segurança. No entanto, com o passar do tempo, a vítima assinou um termo dispensando a proteção.

Paulo José Arronenzi foi preso por matar ex-mulher a facadas Foto: Reprodução
Paulo José Arronenzi foi preso por matar ex-mulher a facadas Foto: Reprodução

Equipes da perícia foram acionadas no final da tarde desta quinta-feira e já recolheram o corpo para ser encaminhado ao Instituto Médico Legal. A área do crime foi isolada por agentes da Delegacia de Homicídios da Capital (DH), que investigam o crime.

Em comunicado, o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) “lamentou profundamente a morte da juíza Viviane Vieira do Amaral Arronenzi, vítima de feminicídio na Barra da Tijuca nesta quinta-feira (24/12)”.

Rua Raquel de Queiroz, na Barra da Tijuca Foto: Reprodução / Google Maps
Rua Raquel de Queiroz, na Barra da Tijuca Foto: Reprodução / Google Maps

Em sua carreira pelo TJRJ, Arronenzi atuou em decisões importantes na 16ª Vara de Fazenda Pública, como no afastamento de Rubens Teixeira do cargo de presidente da Companhia Municipal de Limpeza Ubana (Comlurb) em janeiro de 2018, e na proibição, através de uma liminar, de o governo do Rio oferecer mais dinheiro para Concessionária Rio Barra S.A., responsável pelas obras da Linha 4 do metrô do Rio, naquele mesmo mês.

Fonte: Jornal O GLOBO I Por: Vera Araújo, Paolla Serra e Louise Queiroga I Foto: Reprodução