Sergipe Repórter

Magno de Jesus: “Minha base eleitoral é a da virtude, do bem, da honestidade e da cidadania”

“E ela fica estabelecida onde têm pessoas sofridas que precisam de ação política e onde há pessoas que sentem a necessidade urgente de contar com representantes que tenham efetivo comprometimento com o lema de bem servir”.

É assim que o radialista e jornalista Magno de Jesus, 51 anos, DC, dá as caras com a intenção de ser um entre os 24 deputado estaduais eleitos de Sergipe na eleição deste ano.

Magno de Jesus fala em nome de um desejo pessoal, mas também de uma região – a do sul de Sergipe -, e de uma cidade, a velha Estância em que nasceu no dia 5 de junho de 1971 e onde mora ainda hoje.

“Estância precisa urgentemente resgatar a sua estancianidade na Casa Legislativa de Sergipe. Também tenho, portanto, buscado recuperar e tornar viva a marcante história política de minha cidade que, no passado, sempre teve bons representantes na Assembleia, a exemplo de Pedro Siqueira, Nivaldo Silva, Valter Cardoso e Ivan Leite”, diz.

Magno de Jesus é casado e pai de quatro filhos. Licenciado em Letras Português desde 2009 e graduado em Direito em 2019, é radialista e jornalista. Ele foi músico da Lira Carlos Gomes.

Também foi secretário de Comunicação da Prefeitura de Estância e, na gestão de Ivan Leite, assessor de Comunicação. Atuou como assessor de Comunicação da DRE-1 e assessorou o prefeito Edson Cruz, de Santa Luzia do Itanhy, nas áreas de comunicação e cultura, criando a primeira encenação ao vivo da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo.

Nesse mesmo município, Magno de Jesus criou o Sarau Natalino, o Encontro de Filarmônicas, o Festival de Poesias e fez parte da organização do Desfile Cívico de 7 de setembro. Em Estância, foi conselheiro e coordenador do Conselho Tutelar.

Durante 11 anos, Magno realizou o Encontro de Filarmônicas de Estância, considerado o maior evento desse tipo no Estado. Ele produz e apresenta há 24 anos o programa “A Banda no Coreto”, pela rádio Mar Azul FM de Estância, e também dirige há 20 anos o site do jornal Tribuna Cultural. Nesta terça, 8, concedeu essa breve entrevista à Coluna Aparte do Portal JLPolítico.

Aparte – Em nome de que projeto o senhor disputará o mandato de deputado estadual este ano?
Magno de Jesus – 
Disputarei em nome de um projeto que favoreça, sobretudo, as classes mais pobres, que mais necessitam de ações políticas. Estância e região estão à mercê de políticos justos, decentes e compromissados com a realidade do pobre. Estância está sem um nome que lute com civilidade perante o Governo do Estado pelas realizações das políticas públicas. 

Aparte – Como o senhor se contrapõe a essa situação?
MJ – 
Eu apresento um projeto que também possa trazer benefício para as filarmônicas do interior, para os músicos, para os maestros, para os agentes culturais, para os conselheiros tutelares, para os pegadores de carrego nas feiras livres, para os feirantes, para os radialistas e jornalistas, para as gestantes, para as crianças e os adolescentes, para o pai e a mãe de família desempregados e para os jovens que precisam do seu primeiro emprego. Enfim, estaremos prontos para levantar essas e outras bandeiras, participando ativamente de discussões na Assembleia e buscando o apoio do governador para obter benefícios que a população almeja.

Aparte – O senhor acredita que o centro-sul de Sergipe pode eleger mais de um deputado estadual agora em 2022?
MJ – 
Não somente acredito, como tenho fé e torço muito por isso. Porque os nomes que estão despontando não são aqueles já batidos e desgastados pela política da oportunismo e do favorecimento. Tenho fé porque são nomes responsáveis e bons que já têm feito alguma coisa nos movimentos sociais, populares e demais segmentos da sociedade muito antes de pensar em entrar para a política partidária. Acho que nessa próxima eleição a nossa região somente não elegerá um nome e comprometido com todos se não quiser e não estiver ainda a compreensão de que isso é importante que aconteça.

Aparte – Por que o senhor acha que reúne condições de ser um deles?
MJ – 
Acho isso devido a toda minha história como radialista, jornalista, pelo envolvimento como iniciador de ações efetivas a favor das pessoas, da defesa da cultura e de valores relevantes para diferentes segmentos da sociedade e, especialmente, para os mais carentes ao longo desses últimos 30 anos de vida. Enquanto cidadão, venho conseguindo condições intelectuais e de vivência para também colocar em prática o meu direito de ser votado nessas eleições vindouras.

Aparte – É a primeira vez que senhor experimentará as urnas?
MJ – 
Não. Já disputei mandato de vereador. Mas nunca disputei eleição estadual, embora sempre estivesse apoiando candidatos ou partidos. O julgamento na eleição vem do eleitorado. Sou filho de um pedreiro e um ex-jogador, já falecido, do Estanciano Esporte Clube e de uma senhora que trabalhou até se aposentar por invalidez no Asilo Santo Antônio e que nos últimos anos vem lutando em cima da cama contra o Mal de Alzheimer. 

Aparte – O senhor não é um estranho na região e na pretensão?
MJ – 
Não. Estância e os que me acompanham na região e no Estado conhecem meu trabalho na imprensa e na cultura. Sou um músico, atuei na Lira Carlos Gomes, fui coordenador do Conselho Tutelar, sou radialista desde 1991, jornalista reconhecido pela DRT, realizei durante 11 anos um dos maiores Encontros de Bandas Filarmônicas do Estado com a participação de filarmônicas de várias cidades sergipanas e da Bahia. 

Aparte – Mas o senhor admite que Estância tem perdido prestígio e espaço no Legislativo Estadual?
MJ – 
Sim. Estância precisa urgentemente resgatar a sua estancianidade na Casa Legislativa de Sergipe. Também tenho, portanto, buscado recuperar e tornar viva a marcante história política de minha cidade que, no passado, sempre teve bons representantes na Assembleia, a exemplo de Pedro Siqueira, Nivaldo Silva, Valter Cardoso e Ivan Leite, que sabiam reivindicar, civilizada e humanamente, do governador suporte, apoio e comprometimento necessários para a realização de projetos e ações que se manifestaram em obras e empregos para o município. Diferente do último deputado estadual que Estância teve, que deixou muito a desejar. 

Aparte – Qual é e onde fica a sua base eleitoral?
MJ – 
A minha base eleitoral é a da virtude, do bem, da honestidade e da cidadania. E ela fica estabelecida onde têm pessoas sofridas que precisam de ação política e onde há pessoas que sentem a necessidade urgente de contar com representantes que tenham efetivo comprometimento com os desejos dos eleitores e com o lema de “bem servir” dos seus representantes junto a toda a sociedade do Estado.

Aparte – Por que o senhor optou pelo DC?
MJ – 
Na verdade, foi o próprio Democracia Cristã, através do dinâmico Airton Costa, que preside o seu Diretório Estadual, que “optou” por mim. Eu fiquei muito envaidecido e feliz com essa oportunidade que ele me ofereceu. Airton Costa me disse que acompanhava o meu trabalho. Anteriormente o tinha entrevistado para meu site e me fez o convite para minha afiliação ao DC. A seguir, me convidou para eu ser pré-candidato a deputado estadual. Pensei bastante sobre esse convite, até porque nunca tive um chamado para esse desafio, nem mesmo do PDT, de onde estive filiado e participativo. Certa feita, quase eu seria candidato a deputado estadual. Foi no processo da primeira candidatura a prefeito de Márcio Souza, PSOL, em 2008, quando disputei a eleição de vereador. Houve o entendimento entre os candidatos a vereador e o Diretório Municipal do PSOL de que o candidato a vereador mais votado do PSOL seria o nome para disputar o mandato de deputado estadual. Eu fui o mais votado, ficando na 35ª suplência. Mas antes de sair a apuração dos votos, Márcio Souza foi até minha casa e falou que ele era quem iria ser o candidato a deputado estadual porque precisava se divulgar. Achei que seria melhor não contestá-lo sobre tal posicionamento.

Aparte – O senhor já tem parcerias para dobradinhas com pré-candidatos a federais?
MJ – 
Já tive uma conversa por alto com o presidente Airton Costa, mas voltaremos a conversar sobre isso e, se ele me permitir, discutirei com sobre a importância de também haver um pré-candidato a federal de minha cidade.

Fonte: JL POLÍTICA

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