Sergipe Repórter

Mais de 250 funcionários do transporte coletivo são demitidos em Aracaju

Pelo menos 256 funcionários que trabalham no setor do transporte coletivo na capital foram demitidos nesta segunda-feira, 08.

A informação foi confirmada pelo presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Aracaju (Sinttra), Miguel Belarmino, que aponta o fato de que a dispensa em massa atingiu 172 funcionários do grupo Progresso e 84  do grupo Modelo.

“Durante essa pandemia o sistema sofreu uma baixa muito grande, e muitas empresas ficaram na beira do caos. Mas nós como sindicato já estamos protocolando uma ação civil coletiva, para garantir a verba rescisória desses trabalhadores”, expôs o sindicalista.

Foi exposto que em meio a posição dos trabalhadores demitidos, em sua maioria estão os cobradores de ônibus, como também, motoristas, funcionários da manutenção e dos serviços gerais. 

Nas palavras dele, essa situação de falência nas empresas, é um resultado da diminuição da frota de ônibus na rua com o início da pandemia, como também da omissão, pelo poder público, com relação ao estado “precário” do sistema de transporte.

“Muitos funcionários ficaram sem ocupação nas empresas, como é o caso dos cobradores, que perderam seus postos de trabalho. Inclusive entramos até com uma ação para garantir a permanência do cobrador. Mas alguma coisa poderia ter sido feita sistema de transporte, mas foram omissos, vimos outros estados fornecerem subsídios para fornecer pagamentos, mas as empresas aqui estão a beira da falência”, completou.

Já o Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros do Município de Aracaju (Setransp) declarou por meio de nota que o setor já tentava contornar dificuldades, como a redução dos postos de trabalho, desde o início do período pandêmico.

A situação, segundo a Setransp, se agravou pelo desequilíbrio financeiro causado pela finalização das medidas provisórias do Governo Federal, como também pelo acréscimo de mais de 60% do preço do combustível só este ano, condições estas que teriam impactado a garantia da manutenção geral dos postos.

“As demissões atuais, após um ano e meio do início da pandemia, infelizmente, foram necessárias, para permitir a continuidade do serviço e preservação da maioria dos postos de trabalho.  O Setransp tem acompanhado as tratativas das empresas de ônibus junto com os seus funcionários e espera que ações de socorro ao sistema cheguem o mais rápido possível”, foi divulgado na nota.

*FAN F1

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