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Rodovida: PRF inicia Operação Carnaval 2026 nas rodovias federais de Sergipe

Rodovida: PRF inicia Operação Carnaval 2026 nas rodovias federais de Sergipe
Ação que vai da sexta até a Quarta-feira de Cinzas encerra ciclo da Operação Rodovida, com foco na redução de sinistros graves; PRF e SBOT vão atuar em colaboração na busca pela redução de sinistros e do número de lesões

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) inicia à 0h da próxima sexta-feira (13) a Operação Carnaval 2026 nas rodovias federais que cruzam Sergipe. As ações seguem até as 23h59 da próxima quarta-feira (18), período de aumento significativo do fluxo de veículos em razão dos deslocamentos para os festejos carnavalescos.

Última etapa da Operação Rodovida, iniciada em dezembro de 2025, a Operação Carnaval tem como foco a fiscalização das principais condutas indesejadas no trânsito que têm como consequência a ocorrência de sinistros graves. Em 2025, das 190 ocorrências graves registradas nas BRs sergipanas, 69 têm relação com a ausência de reação ou reação tardia do condutor, o acesso à via sem observar a presença de outros veículos e a ingestão de álcool ao volante.

Durante a Operação Carnaval, a PRF emprega todo o seu efetivo disponível, com reforço das equipes nas rodovias, uso de radares portáteis para controle de velocidade e intensificação dos testes com etilômetro. No entanto, para Adriano Canuto, chefe substituto da Seção de Operações da PRF em Sergipe, a efetividade das ações depende, principalmente, da postura dos condutores:

“No caso dos motociclistas, o cuidado precisa ser ainda maior, porque são usuários mais vulneráveis, sem a proteção estrutural de um veículo fechado, o que aumenta de forma significativa o risco de lesões graves em qualquer tipo de sinistro. A fiscalização existe, mas a decisão de adotar uma conduta segura parte do próprio motorista.”

Quantidade de sinistros graves em 2025 – Sergipe (total) 190
Causas principais dos sinistros graves em 2025
Acessar a via sem observar a presença dos outros veículos 21
Reação tardia ou ineficiente do condutor 18
Ausência de reação do condutor 15
Ingestão de álcool pelo condutor 15
Tipo de veículo envolvido
Motocicletas 97
Automóveis 34
Caminhões 19
Bicicletas 9

Impacto na rede de saúde

Os sinistros graves são aqueles que resultam em ao menos uma pessoa ferida gravemente ou morta. E a intensidade dos danos está associada a fatores como tipo de colisão, velocidade do impacto e ausência de dispositivos de proteção, a exemplo do cinto de segurança, da cadeirinha e do capacete.

Em 2025, os sinistros de trânsito resultaram em 5.437 admissões no setor de ortopedia e traumatologia do Hospital de Urgência de Sergipe Governador João Alves (Huse). Desse total, 4.241 atendimentos envolveram motocicletas. A média foi de 15 pacientes por dia vítimas de sinistros, sendo 12 por dia apenas com ocorrências envolvendo motos. O último levantamento aponta que, a cada duas horas, ao menos uma pessoa vítima de sinistro de trânsito entra na unidade.

De acordo com o Dr. Jorge Santana, coordenador das especialidades cirúrgicas do Huse, os sinistros de trânsito trazem um grande prejuízo para a vida dos envolvidos e para a sociedade e o Estado como um todo:

“A faixa etária mais atingida hoje é a de jovens adultos, entre 18 e 44 anos, ou seja, pessoas que estão no auge de sua vida profissional. E os homens, principalmente os motociclistas, continuam sendo as maiores vítimas. Dados do Hospital de Urgências de Sergipe mostram que os motociclistas representam quase 80% dos acidentados de trânsito.”

Para o Dr. Santana, quando o acidente resulta em fraturas, a consequência é ainda mais grave:

“Nesses pacientes, o tempo médio de internação hospitalar costuma variar de 5 a 11 dias, e a alta do hospital é apenas o início de uma jornada difícil e longa. A recuperação completa e o retorno ao trabalho, a depender da gravidade da lesão, pode chegar a seis meses a um ano. Durante todo esse período, o trabalhador fica afastado de sua ocupação, dependendo da assistência do governo, o que, em muitos casos, significa não ter mais o mesmo poder aquisitivo que tinha antes.”

O coordenador explica que, além disso, o paciente precisa enfrentar cirurgias, às vezes mais de uma em sequência, além de fisioterapia intensiva e, muitas vezes, o impacto emocional de ter passado por todo esse trauma. Segundo ele, existem ainda casos mais graves, em que o paciente fica com sequelas definitivas e não consegue mais voltar ao trabalho que tinha antes:

“A questão do trânsito leva a internações prolongadas, recuperação demorada e, em dadas situações, sequelas permanentes, que afetam profundamente a vida da pessoa”, finaliza.

Carnaval sem traumas

No período da Operação Carnaval, a PRF e a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) firmam parceria para fortalecimento das atividades em todo o país, voltadas para a prevenção de sinistros e a redução de lesões nas rodovias federais. A iniciativa, que tem como finalidade a preservação de vidas, prevê ações de comunicação, entrevistas e conteúdos de conscientização direcionados para quem pretende pegar estrada no feriado prolongado.

Restrição de tráfego no Carnaval

Durante o período do Carnaval, haverá restrição de tráfego para Veículos ou Combinações de Veículos, passíveis ou não de Autorização Especial de Trânsito (AET) ou Autorização Específica (AE), cujo peso ou dimensão exceda qualquer um dos seguintes limites:

– Largura máxima: 2,60 metros;
– Altura máxima: 4,40 metros;
– Comprimento total: 19,80 metros;
– Peso Bruto Total Combinado (PBTC): 58,5 toneladas.

A restrição abrange Combinações de Veículos de Carga (CVC), Combinações de Transporte de Veículos (CTV) e Combinações de Transporte de Veículos e Cargas Paletizadas (CTVP), ainda que autorizadas por AET ou AE, e será válida em todos os trechos de pista simples das rodovias federais de Sergipe nos seguintes dias e horários:

– Sexta-feira (13/02): das 16h às 22h
– Sábado (14/02): das 6h às 12h
– Terça-feira (17/02): das 16h às 22h
– Quarta-feira (18/02): das 6h às 12h

Fonte e foto: PRF SERGIPE

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